Fisiatria

O que é Fisiatria?

Esta especialidade que surgiu nos anos 30 é a área da medicina responsável pelo tratamento de uma ampla variedade de doenças que causam algum grau de incapacidade, o que engloba desde casos mais leves como uma dor nas costas (lombalgia) até lesões mais graves como seqüelas de um “derrame” cerebral (acidente vascular cerebral).

Inicialmente, a especialidade tratava apenas os distúrbios do sistema músculo-esquelético e neurológico, mas foi após a Segunda Guerra Mundial que ganhou impulso pelo grande número de combatentes que retornaram com lesões físicas graves.

Reconhecida como especialidade médica desde 1947 pela The American Board of Medical Specialties (Câmara Americana de Especialidades Médicas), seu principal objetivo é restabelecer as funções que estão prejudicadas pela doença utilizando múltiplos recursos e, muitas vezes, trabalhando em associação com outros profissionais de saúde.



Como é o diagnóstico?

A Fisiatria atende pessoas de todas as faixas etárias que sofrem de alguma dor, seja ela algo simples ou até mesmo uma debilidade muscular, que lhes dificultem de desempenhar com normalidade atividades do seu cotidiano.

Para tratar efetivamente os sintomas é imprescindível um diagnóstico correto. Sendo especialistas, os Fisiatras aplicam técnicas que vão desde a elaboração de detalhados registros médicos até a realização de estudos de condução nervosa que permitem diagnosticar um grande número de condições médicas.

Como é o tratamento?

A Fisiatria trata as pessoas como um todo, não apenas os sintomas. Avaliando a repercussão global que uma doença tem em uma pessoa (desde o ponto de vista médico, social, emocional e profissional), os Fisiatras ajudam seus pacientes a compreender e assumir o controle de sua saúde. Podem ser realizados procedimentos adjuvantes para analgesia, assim como o bloqueio de pontos-gatilhos com xilocaína, agulhamento seco, bloqueio paraespinhoso, até mesmo a aplicação de toxina botulínica, como em alguns casos de enxaqueca. Todos estes procedimentos fazem parte de um planejamento de reabilitação, sendo uma parte do tratamento multiprofissional e interdisciplinar. Os bloqueios neuroquímicos com toxina botulínica também podem ser realizados em espasticidade (aquela “rigidez” que alguns pacientes com sequela de AVC ou lesão medular apresentam em alguns segmentos do corpo), sialorréia (aumento da salivação), etc.